
Considerações Lei do retorno das Gestantes



FUNCIONAMENTO DAS PADARIAS NO CARNAVAL:
O Ministério da Economia editou a Portaria nº 14.817 de 20 de dezembro de 2021 a qual determinou, em seu artigo 1º quais são os feriados nacionais e quais dias serão considerados pontos facultativos, neste caso, o carnaval.
A referida Portaria deixou a cargo dos entes federativos (estados e municípios), a competência para decidir a respeito da decretação do carnaval como feriado.
No Estado de Minas Gerais, o carnaval não é feriado. Porém foi determinado que os servidores púbicos terão ponto facultativo nos dias 28 de fevereiro e 1º de março de 2022. Lembrando que o ponto facultativo só se aplica no serviço público.
Em Belo Horizonte, segundo pronunciamento do Prefeito Alexandre Kalil, não será decretado feriado, lembrando que, em segmentos como o da panificação, não há o que se falar em fechamento aos domingos e feriados vez que, o trabalho nestes dias é permitido, conforme rege o Decreto 27.048/1.949, e Portaria 604/2019.
Sobre o funcionamento do comércio, cabe lembrar que eles são regidos pela Convenção Coletiva do CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) e, na segunda-feira dia 28/02, será comemorado o Dia do Comerciário, conforme determinada na Convenção que os rege. Na panificação, o funcionamento será normal, como em qualquer dia da semana.
Para maiores informações, procure o setor jurídico da Amipão por meio do telefone (31) 9 9397-0459.






O Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) vai promover, no dia 08 de setembro, às 19h, o curso “Estratégias de Comunicação, Eventos e Promoções para Panificação”. Realizado por meio da plataforma Zoom, o objetivo do treinamento é capacitar gestores de padarias para a criação de ações que atraiam os clientes, como campanhas de comunicação e eventos. As inscrições podem ser feitas por meio do Sympla, no link QUERO FAZER MINHA INSCRIÇÃO e custa R$75,00 para associados à entidade.
Por meio do uso de diferentes ferramentas, as instrutoras Paula Martins, coordenadora de marketing da Amipão, e Rita de Cássia Miranda, especialista em marketing digital para o setor da panificação e gestora do portal Padaria de Sucesso, vão apresentar aos presentes diversos formato de realização e divulgação de eventos, promoções, festivais e outras ações que podem ser realizados por uma padaria.
Para o presidente da Amipão, Vinícius Dantas, as oportunidades apresentadas no curso são essenciais para o setor, especialmente em uma época de comunicação digital. “Não podemos ficar parados no tempo, acreditando somente na divulgação boca a boca. A compreensão apropriada das ferramentas de comunicação digital é necessária para o crescimento do negócio”, explica.

Durante a pandemia do coronavírus, os pequenos negócios têm sido um dos setores da economia mais atingidos pela crise. Por isso, o Sebrae construiu protocolos setoriais para orientar os donos de micro e pequenas empresas sobre como proceder nesse momento de reabertura e sobre os cuidados a serem tomados no atendimento diário dos clientes. O segmento de panificadoras e confeitarias, embora não tenha fechado as portas por ser considerado como atividade essencial, teve de rever seu modo de funcionamento e se adaptar às novas exigências do consumidor e das autoridades de saúde.
Mesmo as padarias sendo consideradas como “atividade essencial”, e por isso não tendo a obrigatoriedade do seu fechamento durante as medidas restritivas, vários serviços oferecidos tiveram de ser paralisados ou adaptados. Padarias que atuavam com serviços de bufê (café colonial e almoço) adaptaram os serviços para entregas de marmitex e cestas de café colonial, através de delivery ou encomendas. O autosserviço, modalidade onde o próprio cliente escolhe seu produto, teve que ser abortado das operações de padaria, tão logo, foi substituído pelo atendimento direto dos funcionários.
As recomendações previstas no Protocolo elaborado pelo Sebrae, tomam como base os documentos produzidos pelas instituições de referência na saúde, nacionais e internacionais. O primeiro alerta feito no documento é sobre a importância de acompanhar de perto os decretos e normas determinadas pelas autoridades estaduais e municipais. Esse cuidado é fundamental, em razão das diferentes realidades que vêm sendo enfrentadas no controle da pandemia, no território nacional.

Espaço físico
A limitação do espaço físico nas padarias e confeitarias é um dos maiores desafios enfrentados pelos donos de pequenos negócios na retomada das atividades. As orientações das autoridades de saúde são de que seja evitada a concentração de pessoas no mesmo ambiente e que – se possível – o empreendedor avalie a possibilidade de alterar horários de trabalho e turnos, realizando rodízios de equipe. Evitar o cruzamento de pessoas (por exemplo, funcionário da reposição com equipe de produção) também é importante, assim como diminuir a capacidade de público do estabelecimento, sempre observando a separação mínima de um (temos utilizado a expressão: “no mínimo, 1m) entre eles.
Os ambientes também devem ter boa ventilação, e no caso de necessidade de uso de ar-condicionado e outros sistemas de climatização, deve-se seguir legislação específica e garantir a limpeza dos seus componentes, além de evitar que o fluxo incida diretamente sobre as pessoas, mesas e alimentos. Nos estabelecimentos com serviços de lanchonete e restaurantes, o uso de toalhas de tecido nas mesas deve ser evitado e se usadas, devem ser trocadas a cada cliente ou ser coberta por um revestimento higienizável. É preciso remover condimentos, enfeites, guardanapos ou qualquer item das mesas que possa ser tocado por mais de um cliente e desinfetar os cardápios entre os atendimentos. Um novo modelo de menu pode ser pensado, como o uso de lousas, modelos plastificados (higienizáveis) ou cardápios digitais, nos quais o cliente pode acessar pelo celular.
O mix de produtos poderá ser adaptado para a nova situação, oferecendo mais produtos embalados e individualizados. Sugere-se embalar os produtos como: pães doces, roscas, broas, biscoitos, doces e toda a linha de produtos onde a qualidade não seja prejudicada com o processo de embalagem. Produtos que não mantêm a qualidade se embalados como, por exemplo, o pão francês, devem seguir as recomendações de autosserviço devidamente adaptado, e a vasca de exposição, preferencialmente, deve ter barreiras de proteção de acrílico, plástico ou vidro. Os clientes devem ser orientados a aguardar o momento para pegar o pão mantendo adequado distanciamento.
Segundo a consultora do Sebrae/PR, Patricia Santini, não basta seguir os protocolos de higiene e segurança com rigor. “É preciso comunicar o consumidor de que os protocolos de segurança sanitária e boas práticas de alimentação estão sendo cumpridos, porque a sensação de estar protegido, especialmente neste momento, influencia a decisão de compra, seja para consumir no local, pegar e consumir em casa ou por delivery”, explica.
Sobre outras estratégias, a consultora acrescenta que mesmo os negócios que não possuíam perfil para delivery precisam adotar esse modelo de atendimento, sempre de olho nas oportunidades. “O setor de eventos está mudando. As padarias e confeitarias estão acompanhando? Como estão sendo as confraternizações a distância por conta do home office, os aniversários de crianças e idosos? Além das festas, é possível também elaborar produtos para presentear, como cestas”, exemplifica.

O Paraná possui alguns exemplos de estabelecimentos que buscaram mudar a maneira de trabalhar e se transformaram durante a pandemia. Em Curitiba, o proprietário da padaria Mister Pão, Vilson Felipe Borgman, chegou a ter 70% na queda de faturamento e precisou se adaptar para continuar no mercado. Além de todas as medidas de segurança e higiene na loja e da redução no horário de funcionamento, ele deixou de incentivar as refeições na própria padaria e passou a fazer entregas de marmitas, a estar presente em aplicativos de entregas e a vender uma linha de alimentos congelados, além de pães artesanais e kits para datas especiais como o dia dos namorados. Para isso, também começou a contar com o WhatsApp em que conta com uma lista de clientes interessados em saber as novidades do estabelecimento.
“A crise nos pegou de surpresa, não esperávamos por uma mudança tão brusca e repentina. Tivemos que nos reinventar para estar presentes no mercado e as vendas externas, por meio de entregas, foram uma das nossas principais saídas. Não sabemos quanto isso vai durar mas acredito que as padarias serão modificadas de maneiras permanente mesmo após a pandemia. Acredito que elas podem voltar a ser menores, com opções mais reduzidas de produtos, voltando a um formato original em que as padarias foram pensadas”, explica ele.
Em Laranjeiras do Sul, região centro-oeste do Paraná, a professora e confeiteira Maria Aparecida Carvalho Vaz, inaugurou em janeiro deste ano a Maria Bonita Confeitaria, mas teve que fechar as portas em março. Desde então, novas estratégias foram adotadas para garantir a sobrevivência do negócio.
“Reinventar tem sido nossa palavra-chave. Reestruturamos a confeitaria para que ela ficasse bem aconchegante para receber os clientes e com a pandemia, precisamos fechar e repensar muitos produtos. Hoje, trabalhamos exclusivamente com delivery e entrega no balcão, garantindo a fidelização dos clientes. Entregamos kits juninos, meu filho cria cestas especiais e comemorativas de comidas e eu me dedico aos doces. Estamos fazendo aquilo que o cliente quer receber, pois agora, eles compram, mas não podem permanecer na confeitaria”, explica Maria Aparecida.
Desde março, a empresa está fechada para atendimentos presenciais. A opção foi pela segurança da equipe e dos clientes, visto que o espaço é pequeno. Maria Aparecida prevê que a reabertura só ocorra quando os casos de Coronavírus na cidade comecem a decrescer. Enquanto isso, abre apenas para entregas rápidas no balcão e encaminhamento das entregas, mas o espaço já conta com uma quantidade extra de álcool em gel, está com as mesas mais espaçadas e não tem circulação constante de pessoas.
Informação e prevenção
A comunicação é essencial. Uma opção é fixar cartazes no espaço físico da loja descrevendo as ações adotadas pela empresa. Explorar também os canais digitais para essa comunicação, como redes sociais e o contato por meio de aplicativos de mensagens. Os funcionários são elementos essenciais na difusão das ações de segurança adotadas pela empresa. Por isso, eles devem ser muito bem treinados e orientados permanentemente.
Confira algumas das principais orientações do Protocolo para Reabertura de Panificadoras e Confeitarias
Cuidados com os funcionários
Cuidados com o espaço
Cuidados com os clientes
E lembre-se:
A reabertura, por si só, não garante a imediata retomada do consumo. Isso dependerá do comportamento dos clientes, que querem se sentir seguros para consumir. Por isso, é necessário que os estabelecimentos se adaptem e comuniquem todos os cuidados que estão sendo tomados nesta nova fase.

Benefício é fruto de parceria entre empresários, executivos e organizações do 3º setor; entre os segmentos contemplados está o da panificação, que tem cerca de 95% das empresas enquadradas como MPEs no estado de Minas Gerais
Uma iniciativa sem fins lucrativos uniu empresários, executivos e organizações do 3º setor para captar recursos privados e destiná-los à crédito para micro e pequenas empresas (MPEs), com carência e taxas especiais, de maneira rápida e facilitada. O programa “Estímulo 2020” tem como objetivo auxiliar empresários a manterem seus negócios ativos bem como seus funcionários contratados durante a pandemia, que vem ameaçando não só a saúde da população brasileira, mas também a economia de todo o país.
A panificação é um dos segmentos que será beneficiado com o programa. As padarias inscritas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) nº “1091-1/02 – padaria c/ preponderância de produção própria” poderão pleitear a obtenção de crédito no “Estímulo 2020”. A taxa de juros é de 7% ao ano, com carência de três meses para começar a pagar, podendo dividir o pagamento em até 15 parcelas.
O programa, que beneficia empresas em âmbito nacional, ganhou força em Minas Gerais após um investimento realizado pela Federação das Indústrias do Estado Minas (FIEMG), no valor de R$ 100 milhões, exclusivos para empresas sediadas no Estado. Para se inscrever é necessário acessar o site https://www.estimulo2020.org/home-mg/.
O presidente da AMIPÃO (Associação Mineira da Indústria da Panificação), Vinícius Dantas, destaca que esta pode ser a oportunidade para salvar muitos negócios: “Cerca de 95% das padarias são micro ou pequenas empresas. E muitas dessas empresas não estão conseguindo acesso a crédito em instituições financeiras ou por meio dos programas do governo, devido à grande burocracia e ao tempo insuficiente para viabilizar a continuidade do negócio antes da liberação dos recursos”, destaca. A equipe da AMIPÃO está à disposição dos associados para orientar sobre o processo de inscrição e as condições para participação no programa “Estímulo 2020”.