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Padarias de BH: clientes só podem entrar usando máscaras de proteção

Em Belo Horizonte, as padarias devem controlar o número de clientes do estabelecimento. Nesta aqui, por exemplo, a lotação máxima é de 30 pessoas ao mesmo tempo, De acordo com cálculo estabelecido pela própria prefeitura. Além disso, é proibido a entrada de pessoas sem máscaras, os empresários devem fornecer aos funcionários os  EPI’s – os equipamentos de proteção individual e também o álcool em gel, tanto para funcionários como para o cliente. De acordo com dados da Associação Mineira de Panificação,  desde o início da pandemia, houve uma a queda na movimentação de  30% A 60% dependendo da localização aqui, em Belo Horizonte.

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Padarias utilizam o marketing digital a favor dos negócios durante a crise do coronavírus

Integrante da lista de segmentos que podem operar durante a pandemia do novo coronavírus, a panificação tem recorrido ao marketing digital nas redes sociais para aumentar a visibilidade e alcançar o consumidor, que está cada vez mais conectado à internet em tempos de quarentena.

O presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), Vinícius Dantas, acredita que os empresários que ampliarem a presença nos ambientes digitais vão melhorar as vendas, mesmo em tempos adversos. “Com a concorrência cada dia mais acirrada, a consolidação dos processos de marketing é uma questão de sobrevivência”, argumenta. “As estratégias digitais permitem uma interação rápida com o cliente, para além da divulgação dos produtos e ações realizadas no próprio negócio. A tendência é a quarentena durar mais algumas semanas, levando o consumidor a precisar de ainda mais suporte das padarias”, complementa.

O especialista em Marketing Digital no setor de alimentos, Tarcísio Filho, avalia que o período de isolamento social está gerando novas necessidades que podem ser melhor aproveitadas pelas empresas atentas às oportunidades. “Quem se preparou antes para ter uma presença forte nas redes está sendo menos impactado, pois possui outros canais de atendimento além da loja física”, analisa.

Tarcísio reforça que a crise do coronavírus deve transformar a visão de muitos empresários do segmento que desejam se manter em alto nível. “As padarias são empresas tradicionais e algumas delas ainda estão apegadas aos meios de comunicação tradicionais, como, por exemplo, os panfletos. No entanto, os anúncios onlines são mais baratos, certeiros e alcançam um número muito maior de pessoas. É um caminho sem volta para quem deseja promover a própria marca”, explica.

Reviravolta

A Padaria Vianney, localizada no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, decidiu reinventar o modelo de negócios após queda de 70% no faturamento das encomendas depois da chegada da pandemia do novo coronavírus no Brasil. “Na loja física, a redução foi de 50% entre os dias 20 e 30 de março”, relata Isabella Carneiro, diretora administrativa do negócio.

Para “driblar” a crise, a Vianney divulgou para os mais de 15 mil seguidores no Instagram, os 4 mil no Facebook e no comércio eletrônico do estabelecimento, as novidades na loja física, que agora vende produtos de cestas básicas, carnes, hortifruti e artigos limpeza e higiene pessoal. “Em menos de 10 dias realizamos uma mudança radical e agora, além dos produtos de produção própria, oferecemos, também, itens de revenda”, conta.

A empresa, que trabalha com o e-commerce desde 2018, agora possui diferentes cardápios para o almoço e, por isso, intensificou as atividades do delivery no Whatsapp e nos aplicativos de entrega. “Também usamos as redes sociais para reforçar os cuidados que estamos tomando para evitar a contaminação, realizamos promoções e nos colocamos à disposição da sociedade, ressaltando que a Vianney resolve tudo”, explica Isabella. “Após a primeira semana, o setor de encomendas zerou as perdas e a loja física recuperou 15% do faturamento”, complementa.

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MP 936 traz avanços para empresas atravessarem crise e preservarem empregos

Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera positivo o conjunto de medidas trabalhistas anunciado pelo governo federal, por propiciar melhores condições para que empresas atravessem a crise da covid-19 com menor impacto sobre postos de trabalho. As medidas, de forma geral, estão alinhadas com as propostas construídas pelo setor industrial. Elas oferecem segurança e maiores possibilidades de adequação às empresas frente ao período de redução da atividade econômica e na mitigação dos impactos nas relações do trabalho.

Para a indústria, a definição de alternativas trazidas pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, trazido pela Medida Provisória n.936, contribui para que empresas permaneçam em atividade ao longo do período agudo da crise. As garantias provisórias de emprego, como o pagamento de seguro desemprego a trabalhadores que tiverem jornada e salários reduzidos ou contratos de trabalho suspensos também são cruciais para atenuar os efeitos da crise, sobretudo no aspecto da renda e da proteção social.

Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, essas medidas são fundamentais para mitigar o impacto da redução da demanda, do cancelamento de encomendas e da queda do faturamento que o setor industrial vem experimentando, em menos de um mês de aprovado o estado de calamidade. Para ele, todos devem-se ajudar para que, uma vez que vier a retomada, ela se dê em condições menos desfavoráveis. “É importante evitarmos, ao máximo a demissão. Até porque, com demissões, teremos consequências muito piores para o país”, afirma Andrade.

Medidas contemplam diferentes realidades das empresas

A CNI avalia que as medidas simplificam o cumprimento de normas trabalhistas, passo importante em tempos de crise para reduzir insegurança jurídica na adoção de medidas que contribuam para a preservação de empregos. Além disso, as alternativas trazidas na MP oferecem um conjunto de instrumentos para que empresas de diferentes portes, e afetadas em diferentes graus, atingidas pela crise possam tomar medidas adequandas a suas realidades.

Para a indústria, as medidas trazem avanços em três principais frentes:

– Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda: 

O pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda a trabalhadores que tiverem jornada e salários reduzidos, ou contratos de trabalho suspensos, é positivo por atenuar o efeito sobre o poder aquisitivo do trabalhador enquanto durar a redução de atividade econômica da empresa.

– Redução da jornada com salário preservado: 

A possibilidade de reduzir a jornada de trabalho por até 90 dias, com proporcional redução dos salários, permite às empresas realizarem adequações na rotina produtiva e dá importante instrumento temporário para enfrentamento de crise, com a garantia provisória do emprego.

– Suspensão do contrato de trabalho: 

A permissão para se suspender contrato de trabalho por até 60 dias, com manutenção dos benefícios (plano de saúde e vale refeição, por exemplo) pagos pelo empregador, aumenta a segurança jurídica para a adoção do instrumento e a capacidade das empresas de se manterem ativas – e de manterem empregos – durante o período agudo da crise.

Outras adequações na legislação trabalhista

Em relação a adequações na legislação trabalhista, a Confederação considera que as medidas trazem avanços em dar segurança para que as empresas tenham flexibilidade para se adequarem à restrição de circulação de pessoas e outras medidas que têm impacto sobre as rotinas produtivas. 

A redução das exigências para o regime de teletrabalho, a suspensão das obrigações administrativas em saúde e segurança do trabalho e a ampliação das possibilidades de uso do banco de horas vão na direção correta de oferecer segurança jurídica às empresas.

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Varejistas podem salvar micro e pequenas empresas

Consultoria que conecta pequenos empreendedores com grandes varejistas lança campanha em apoio às marcas locais

A plataforma digital Local.e (www.locale.com.br), que ajuda marcas brasileiras a se conectar com varejistas, acaba de lançar a campanha #ApoieMarcasLocais. O objetivo é dar atenção para as marcas locais de produtos alimentícios, extremamente impactadas pela necessidade de isolamento social, e incentivar o varejo a privilegiá-las nesse momento. 

O risco de muitas delas sumirem enquanto essa crise durar é real, e o resultado econômico seria desastroso. De acordo com dados do Sebrae, as empresas de micro e pequeno porte representam 99% de todas as do país (cerca de 6,3 milhões) e são responsáveis por 52% empregos formais do setor privado (16,1 milhões).

Nesse sentido, o papel dos varejistas, principalmente os médios e grandes, é tentar salvá-las. As vendas do varejo alimentar dispararam nas últimas semanas, com algumas redes reportando até o dobro de crescimento. Enquanto no início da quarenta o foco das compras era em alimentos básicos e produtos de limpeza, agora passou a ser também de congelados, snacks e itens indulgentes, como doces, chocolates e bebidas alcoólicas. Isso abre uma oportunidade imensa para as marcas locais.

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Micro e Pequenas Empresas do Simples Nacional terão mais tempo para entregarem a Defis

O Comitê Gestor do Simples Nacional adiou para o dia 30 de junho o prazo de entrega das Declarações de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis). O envio do documento é obrigatório para Micro e Pequenas Empresas (MPE) optantes do Simples Nacional que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. Mais informações no Portal do Simples Nacional.

A Defis é uma declaração que apresenta as  informações contábeis e fiscais da empresa, entre elas: o faturamento, número de empregados, lucro, receitas, rendimentos e identificação dos sócios e ganhos de renda variável. “Todas as empresas optantes pelo regime tributário simplificado, exceto o Microempreendedor Individual (MEI), devem entregar essa declaração”, explica o Superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha.

Tradicionalmente, o prazo final para envio da Defis é no dia 31 de março. Porém, devido aos impactos do novo coronavírus (Covid-19), excepcionalmente, este ano, o prazo final será no dia 30 de junho. 

Lembrando que não há multa pela entrega em atraso da Delfis, porém, ficarão impedidas de gerar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), ou seja, as guias de recolhimento dos impostos mensais. Dessa maneira a empresa ficará inadimplente e o DAS só voltará a ser gerada apenas quando a Defis for entregue.