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Somos todos consumidores

Em tempos de pandemia, ir à padaria tornou-se um programa luxuoso, já que era  um dos poucos locais autorizados a funcionar; e, foram inúmeros relatos de falta de  informação, especialmente de preços, que chegaram aos órgãos de proteção e defesa do  consumidor. O consumidor exige a cada dia uma maior transparência. Nunca foi tão  importante a clareza de informações por parte dos fornecedores/comerciantes, a fim de  fidelizar o seu cliente/consumidor.

Ao entrarmos em uma padaria, queremos sentir aquela  sensação boa, ao percebermos que todos os produtos possuem a sua precificação  individualizada, a clareza na informação da possibilidade da compra fracionada de  produtos; já que ninguém é obrigado a levar um fardo quando se precisa apenas de uma  unidade. Aquela oferta maravilhosa de um produto com data de vencimento próximo,  devidamente informada. Saber que o produto pode ter valores diferentes em razão da  escolha da forma de pagamento e do prazo; poucos sabem que mesmo no caso dos  cigarros, que possuem preço tabelado, essa diferenciação é possível, mas nesse caso, o  comerciante fica obrigado a informar em lugar visível, de forma precisa e ostensiva, os  descontos que serão oferecidos, em razão da forma de pagamento (dinheiro, cartão de  débito e cartão de crédito).

Ser consciente de que o correto é se preocupar em possuir o  troco, e saber que fornecer produtos para substituir o dinheiro em espécie, é obter  vantagem manifestamente ilegal em detrimento dos consumidores. Verificar de forma visível, a disposição da prioridade de atendimento a gestantes, lactantes, pessoas com  crianças de colo, pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, pessoas com  deficiência ou com mobilidade reduzida. Conseguir visualizar a afixação de cartaz com  os telefones dos órgãos de defesa do consumidor e de defesa da saúde pública em local e  posição de imediata visibilidade. Todos os pontos já mencionados, se não forem  cumpridos, estão sujeitos a questionamentos por parte dos consumidores e à fiscalização  dos procons e, se não atendidos, à lavratura de auto de infração com possível aplicação  de penalidade pecuniária. Importante ressaltarmos que em caso de fiscalização à  microempresas e às empresas de pequeno porte, deverá ser observado o critério da dupla  visita para efetiva lavratura do auto de infração, salvo quando for constatada infração por  falta de registro de empregado ou anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social  – CTPS, ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à  fiscalização. Atender às regras determinadas pela legislação consumerista é tarefa  simples, visto que são ditadas pela boa-fé e pela razoabilidade.

É necessário entender a demanda do cliente/consumidor com atenção e cuidado, já que a conciliação é o melhor  caminho para a solução de conflitos. Colocar-se no lugar do cliente, e termos  conhecimento de nossos deveres enquanto fornecedores/comerciantes, nos assegura o exercício de nossos direitos de maneira mais colaborativa e harmoniosa, trazendo esse sentimento para o dia a dia de nosso negócio. Afinal de contas, além de sermos  fornecedores, somos todos consumidores!

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Dia Mundial do Pão é comemorado com concurso cultural em Minas Gerais

Para comemorar a data, instituída em 2000 como forma de valorizar o pão em suas diferentes formas, a Amipão (Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação) realiza um concurso cultural em parceria com o portal Padaria de Sucesso, Gíria Comunicação e Farinha Motasa. Com o tema “Pão em Família”, o concurso premiará os autores dos dois melhores desenhos com uma cesta de pães de sua padaria favorita; os desenhos vencedores serão impressos nas embalagens de pão da empresa Casa Sol.

As inscrições, divididas por duas categorias —de 5 a 8 anos ou de 9 a 12 anos—, são gratuitas e podem ser feitas de 16 a 30 de outubro. Os interessados devem acessar o site www.portalamipao.com.br, baixar o regulamento do concurso, fazer um desenho a mão sobre o tema ‘pão em família’ e completar uma frase sobre a padaria predileta. Os desenhos devem ser enviados, até às 18h do dia 30 de outubro, para o número (31) 99397-0458 por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

Para Vinicius Dantas, presidente da Amipão, o concurso é uma oportunidade de as famílias refletirem sobre o papel da alimentação na vida familiar. “Estamos próximos a datas importantes: Dia das Crianças, Dia dos Professores e Dia do Pão. Sabemos que o pão está intimamente ligado às refeições em família e entre amigos, à saciedade e à energia. O pão é um alimento que simboliza união e afeto; a oportunidade de ver essa relação pelo do olhar das crianças é especial”, explica o empresário.

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Dólar e dependência externa de trigo mantêm preço do pão nas alturas

Por trás do preço do pão francês, que pode chegar a R$ 18,90 nas padarias de Belo Horizonte, está o trigo, que acumula, em 2020, o maior valor médio dos últimos anos. Com a desvalorização do real frente ao dólar e a dependência brasileira de trigo importado, a tendência é que produto continue em patamares altos nos próximos meses. Segundo especialistas, o aumento da produção interna é o que pode contribuir para a redução do custo da commodity, tão presente na mesa dos brasileiros.

“Há desvalorização do real de mais de 40% desde o início do ano, o preço do trigo importado da Argentina e de outros países está subindo, e a safra brasileira, cuja colheita está começando agora, também está com preço alto, porque o produtor brasileiro está exportando um pouco. A expectativa é que o preço do trigo se mantenha nos níveis atuais, talvez um pouco mais altos”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa.

Segundo Barbosa, o Brasil importa entre 55% e 60% das cerca de 12 milhões de toneladas de trigo que consome anualmente. Somente neste ano, até julho, o país comprou em torno de 3,9 milhões de toneladas de fora, a maior parte da Argentina, que passou a diversificar os consumidores e vender mais para outros mercados, o que também contribuiu para a alta do preço. Dados da Abitrigo mostram que a tonelada do trigo argentino custava, em média, R$ 903 no ano passado e, neste ano, passou a R$ 1.173.

O que pode ajudar a reduzir o preço do trigo é o crescimento da produção interna, que deve acontecer neste ano, de acordo com o analista sênior da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Carlos Pacheco: o Paraná deve colher 3,4 milhões de toneladas, metade nas próximas duas semanas. “Vai ter bastante trigo aqui, o que vai pressionar os preços para baixo e diminuir a necessidade de importação. No ano passado, foi de 6,6 milhões de toneladas. Neste ano, serão 5,5, milhões. Quem tiver de importar vai pagar mais caro”. Conforme dados da Abitrigo, o trigo brasileiro está custando, em média, R$ 1.061 em 2020.

De acordo com o presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), Vinicius Dantas, o preço da farinha se estabilizou nos últimos três meses, mas em níveis altos. Em outubro do ano passado, o pacote de 25 kg custava em torno de R$ 56 a R$ 58 e, hoje, está na faixa de R$ 70 a R$ 77. “A padaria não teve outra opção a não ser fazer um sacrifício e manter os preços. A pandemia e a crise econômica trazem mais dificuldades para o consumo”, diz Dantas.

Segundo ele, a tendência é que o preço do pão permaneça estável, desde que o custo do trigo não cresça demais. Ontem, uma pesquisa do Mercado Mineiro mostrou que o produto custa, em média, R$ 14,07 em Belo Horizonte. Mas, entre os estabelecimentos, o quilo pode variar de R$ 9,50 a R$ 18,90. “A variação é uma questão de custeio”, afirma.

Proprietária de uma padaria no bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte, Luciana Balsamão diz que vem sentindo o aumento no preço da farinha de trigo, mas não repassou a alta para os consumidores. Há mais de um ano, o quilo do pão francês custa R$ 12,50 no estabelecimento. “Está todo mundo apertado, sem dinheiro, a muçarela e os derivados do leite já aumentaram, e a margem do pão é boa, é o que sustenta a padaria. Manter o preço é uma forma de fidelizar o cliente”.

Minas Gerais quer aumentar produção de trigo

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) defende a ampliação da produção nacional de trigo para a redução da dependência externa e da redução do preço.

“Precisamos reduzir a vulnerabilidade e a dependência externa de um produto tão estratégico quanto o trigo, que está na mesa de todos os brasileiros. Isso não ocorre da noite para o dia, mas, com o apoio do Ministério da Agricultura, vai haver uma tendência de ampliação das áreas plantadas nos próximos anos”, afirma o presidente da entidade, Rubens Barbosa.

Em Minas Gerais, o governo está incentivando o aumento do plantio de trigo. Atualmente, o Estado é responsável por 3% da produção nacional, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

“O trigo tem algumas características do sul, e nós aqui, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) junto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), temos trabalhado muito na introdução do trigo no cerrado. Em 2005, produzimos 64 mil toneladas, hoje são 205 mil. É pouco ainda, mas já é um ganho de três vezes em relação a 15 anos atrás”, afirma o subsecretário de Política e Economia Agropecuária do Estado, João Ricardo Albanez.

Segundo ele, a região do Alto Paranaíba é a maior produtora de trigo em Minas Gerais.

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Padarias apostam no fornecimento de cardápio completo nas festas de fim de ano

As padarias da Região Metropolitana de Belo Horizonte vão aproveitar as festas de fim de ano para reforçar uma tendência sem volta: oferecer aos clientes uma ceia completa (pernil, arroz, salada etc) para consumo no lar. Está cada vez mais em desuso, segundo empresários do setor, ganhar dinheiro apenas com o pernil levado pelo consumidor para ser assado nas padarias nesta época do ano. 

Algumas empresas, que já ofereceram o serviço em 2018, esperam aumento de dois dígitos em 2019. O cardápio inclui entradas, pratos principais e sobremesas.

“Antigamente, assávamos o pernil entregue nas padarias pelo cliente. Agora, oferecemos a ceia completa conforme o gosto do consumidor. As pessoas buscam comodidade. O mercado de comidas prontas é o que mais cresce no setor. Afinal, o produto finalizado é mais barato e está aliado à praticidade”, disse o presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), Vinicius Dantas.

Os valores são variados, mas padaria que ficar de fora do novo filão perderá boa oportunidade de engordar o caixa. Ainda mais porque muitas já oferecem almoço. Portanto, como lembra o presidente da entidade, basta usar a estrutura disponível. 

O cardápio mais pedido é o pernil inteiro com osso, cujo preço é comercializado, em algumas empresas, a quase R$ 50

A Vianney, no bairro Funcionários, espera vender 30% a mais que o Natal do ano passado. A gerente de Marketing de lá, Lucilaine Silva, destaca que parte deste aumento se deve às vendas na web. “Agora tudo ficou mais acessível, pois fizemos um ano que aceitamos encomendas pelo e-commerce, ou seja, o cliente tem acesso os nossos produtos de qualquer lugar”.

Expectativa

Pelo visto, contudo, a tendência não irá se concentrar apenas nas vendas para o Natal e o Réveillon. Pratos típicos em outras datas, como receitas que levam bacalhau na Semana Santa, deverão ganhar mais força a partir de 2020. 

As sobremesas também são boas apostas das padarias. O presidente da Amipão destaca que o segmento da confeitaria é outra oportunidade para se diferenciar e aumentar os lucros. 

“A sobremesa é o que encerra a ceia em grande estilo. E a padaria já faz muito bem pudins, tortas e panetones. Por isso, os estabelecimentos precisam aproveitar o período e caprichar em embalagens diferenciadas para atrair o cliente”, propagandeou.

A Empório Boutique dos Pães, em Contagem, pretende adoçar as vendas com receitas de sobremesas levadas pelos clientes para enfeitar as mesas do lar. “São elementos criativos que atraem o cliente e são diferenciais”, disse Joaquim Ferreira, gerente do estabelecimento.

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Dia mundial do pão

Amipão convoca doadores de sangue para um café especial no Hemocentro BH; ABIP realiza campanha que celebra as várias maneiras de comer pão

Presente em boa parte das mesas do mundo inteiro, o pão é um alimento versátil que vai bem do café da manhã ao jantar. Pão francês, baguete, bisnaga, ciabatta, croissant são apenas algumas das possibilidades e sabores que a receita oferece.

O prestígio é tanto que a iguaria recebeu uma data mundial para celebração. Em 2000, a União dos Padeiros e Confeiteiros em Nova York determinou o Dia Mundial do Pão, comemorado em 16 de outubro. Por aqui no Brasil, padarias planejam ações sociais de mobilização que pretendem intensificar a relação dos clientes com o alimento.

Para celebrar a data, o Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) promove, em parceria com as padarias da Região Metropolitana de Belo Horizonte e com o Hemocentro da capital, uma campanha de sensibilização para a doação de sangue, órgãos e medula óssea.

A ação acontece dia 30 de outubro, entre 8h e 17h. A iniciativa vai enviar um convite especial para os doadores de sangue e medula óssea cadastrados no Hemominas. Aqueles que comparecerem para a doação, serão recebidos com um café da manhã oferecido pela Amipão.

No ano passado, a edição incentivou 280 pessoas a visitar a unidade. O retorno positivo impressionou a diretoria do Hemocentro da capital mineira, que espera superar os números de 2018. “A gente trabalha com tanto carinho. Ações assim garantem que muitas pessoas permaneçam ao lado das famílias. Estamos gratos e confiantes que vamos superar o ano passado”, conta Hellen Dupim, do Hemominas.

O presidente da Amipão, Vinícius Dantas, celebrou o significado do alimento. “O pão é uma iguaria de grande simbologia. No catolicismo, por exemplo, representa a partilha, a multiplicação. É gratificante ter a oportunidade de usar a tradicional receita para estimular a solidariedade no dia em que o alimento é celebrado”, afirma.

ABIP QUER RESGATAR MEMÓRIA AFETIVA NO DIA MUNDIAL DO PÃO

A Amipão também está apoiando a campanha realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), “Todo mundo tem um jeito de comer pão francês: qual é o seu?”.

A iniciativa pretende avivar a memória afetiva de muitas pessoas e trazer à tona o sentimento de afeto pelo alimento. Para participar, os interessados precisam acessar o site da associação, baixar as peças da campanha e decorar a padaria com as artes. Fotografe, faça vídeos e não esqueça de marcar a ABIP nas redes sociais com a hashtag #meupãofrancês.

Para Dantas, o principal produto das padarias precisa ser mesmo valorizado. “Mudar a decoração em períodos sazonais é um atrativo a mais para os clientes. E, afinal, quem não tem uma lembrança gostosa quando sente o cheirinho de pão saindo do forno? É uma maneira de recordar a importância desse alimento na vida das pessoas”, explica.

 SAIBA O QUE É NECESSÁRIO PARA A DOAÇÃO DE SANGUE:

– Ter e estar com boa saúde.
– Pesar mais de 50 kg.
– Ter entre 16 e 69 anos de idade.

* Jovens de 16 e 17 anos podem doar acompanhados pelo responsável legal, que deverá apresentar um documento de identidade e assinar a autorização no local de doação. Se desacompanhado, o jovem deverá apresentar autorização preenchida e assinada (modelo disponível no site www.hemominas.mg.gov.br) e a foto cópia do mesmo documento de identidade do responsável constante na autorização. A partir de 61 anos, o candidato à doação precisa comprovar a realização de pelo menos uma doação anterior.

– Não ter tido hepatite após os 11 anos de idade.
– Não ter sido exposto a situação de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis.
– Não ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos 6 meses.
– Não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses.
– Ter dormido bem na noite anterior à doação.
– Alimentar-se antes da doação pela manhã. Se for doar após o almoço, dar um intervalo de 3 horas.

PARA CANDIDATOS A DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA

– Pessoas entre 18 e 55 anos podem cadastrar-se no Hemocentro mais próximo, quando encontrarem compatibilidade com a sua medula, entrarão em contato com o doador;

– Não pode ser portador de HIV, hepatite C ou se tem/teve algum tipo de câncer.

PARA CANDIDATOS A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Para ser doador de órgãos, você precisa avisar sua família; um único doador salva em média 8 a 10 pessoas.