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REVISTA AMIPÃO | EDIÇÃO 156

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REVISTA AMIPÃO | EDIÇÃO 153

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Pão francês tem terceira alta no preço somente neste ano

A alta do dólar está chegando à mesa do brasileiro. Com o trigo mais caro, o preço do pãozinho francês também subiu. Uma pesquisa feita em padarias de Belo Horizonte, entre maio e outubro deste ano, revela este aumento. Segundo o levantamento, houve uma alta de cerca de 4%.

A pesquisa mostra que os itens que geralmente acompanham o pão de sal também estão mais caros. Por exemplo:

O quilo do pão francês custava R$ 31 e passou para R$ 45, em média. As padarias tentaram não repassar para o consumidor, mas a pandemia do novo coronavírus também prejudicou o setor, mesmo com as lojas abertas durante toda a quarentena por serem consideradas um serviço essencial.

De acordo com o presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), Vinícius Dantas, na realidade, as altas passam despercebidas muitas vezes pelo consumidor, mas, no ano de 2020, são várias as altas dos preços dos ingredientes para a produção do pão. Primeiro foi o óleo, depois a margarina, e, agora, o esqueleto da produção das padarias, a farinha.

De acordo com Dantas, esta é a terceira alta do preço da farinha somente este ano e está difícil não aumentar o preço. O presidente da Amipão ainda explica que na linha de produção, a venda do pão francês equivale 60% da renda do estabelecimento.

Efeito pandemia

As padarias, mesmo sendo estabelecimentos essenciais, também sofreram restrições como a venda de café da manhã, almoço, importante também no orçamento.

O presidente da Amipão diz que foi um ano muito difícil e que repassar os custos para o consumidor também é um desafio.

O Mercado Mineiro fez o levantamento em 29 padarias da capital mineira entre os dias 26 a 28 de outubro. Veja pesquisa completa.

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Dia Mundial do Pão é comemorado com concurso cultural em Minas Gerais

Para comemorar a data, instituída em 2000 como forma de valorizar o pão em suas diferentes formas, a Amipão (Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação) realiza um concurso cultural em parceria com o portal Padaria de Sucesso, Gíria Comunicação e Farinha Motasa. Com o tema “Pão em Família”, o concurso premiará os autores dos dois melhores desenhos com uma cesta de pães de sua padaria favorita; os desenhos vencedores serão impressos nas embalagens de pão da empresa Casa Sol.

As inscrições, divididas por duas categorias —de 5 a 8 anos ou de 9 a 12 anos—, são gratuitas e podem ser feitas de 16 a 30 de outubro. Os interessados devem acessar o site www.portalamipao.com.br, baixar o regulamento do concurso, fazer um desenho a mão sobre o tema ‘pão em família’ e completar uma frase sobre a padaria predileta. Os desenhos devem ser enviados, até às 18h do dia 30 de outubro, para o número (31) 99397-0458 por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

Para Vinicius Dantas, presidente da Amipão, o concurso é uma oportunidade de as famílias refletirem sobre o papel da alimentação na vida familiar. “Estamos próximos a datas importantes: Dia das Crianças, Dia dos Professores e Dia do Pão. Sabemos que o pão está intimamente ligado às refeições em família e entre amigos, à saciedade e à energia. O pão é um alimento que simboliza união e afeto; a oportunidade de ver essa relação pelo do olhar das crianças é especial”, explica o empresário.

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Dólar e dependência externa de trigo mantêm preço do pão nas alturas

Por trás do preço do pão francês, que pode chegar a R$ 18,90 nas padarias de Belo Horizonte, está o trigo, que acumula, em 2020, o maior valor médio dos últimos anos. Com a desvalorização do real frente ao dólar e a dependência brasileira de trigo importado, a tendência é que produto continue em patamares altos nos próximos meses. Segundo especialistas, o aumento da produção interna é o que pode contribuir para a redução do custo da commodity, tão presente na mesa dos brasileiros.

“Há desvalorização do real de mais de 40% desde o início do ano, o preço do trigo importado da Argentina e de outros países está subindo, e a safra brasileira, cuja colheita está começando agora, também está com preço alto, porque o produtor brasileiro está exportando um pouco. A expectativa é que o preço do trigo se mantenha nos níveis atuais, talvez um pouco mais altos”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa.

Segundo Barbosa, o Brasil importa entre 55% e 60% das cerca de 12 milhões de toneladas de trigo que consome anualmente. Somente neste ano, até julho, o país comprou em torno de 3,9 milhões de toneladas de fora, a maior parte da Argentina, que passou a diversificar os consumidores e vender mais para outros mercados, o que também contribuiu para a alta do preço. Dados da Abitrigo mostram que a tonelada do trigo argentino custava, em média, R$ 903 no ano passado e, neste ano, passou a R$ 1.173.

O que pode ajudar a reduzir o preço do trigo é o crescimento da produção interna, que deve acontecer neste ano, de acordo com o analista sênior da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Carlos Pacheco: o Paraná deve colher 3,4 milhões de toneladas, metade nas próximas duas semanas. “Vai ter bastante trigo aqui, o que vai pressionar os preços para baixo e diminuir a necessidade de importação. No ano passado, foi de 6,6 milhões de toneladas. Neste ano, serão 5,5, milhões. Quem tiver de importar vai pagar mais caro”. Conforme dados da Abitrigo, o trigo brasileiro está custando, em média, R$ 1.061 em 2020.

De acordo com o presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), Vinicius Dantas, o preço da farinha se estabilizou nos últimos três meses, mas em níveis altos. Em outubro do ano passado, o pacote de 25 kg custava em torno de R$ 56 a R$ 58 e, hoje, está na faixa de R$ 70 a R$ 77. “A padaria não teve outra opção a não ser fazer um sacrifício e manter os preços. A pandemia e a crise econômica trazem mais dificuldades para o consumo”, diz Dantas.

Segundo ele, a tendência é que o preço do pão permaneça estável, desde que o custo do trigo não cresça demais. Ontem, uma pesquisa do Mercado Mineiro mostrou que o produto custa, em média, R$ 14,07 em Belo Horizonte. Mas, entre os estabelecimentos, o quilo pode variar de R$ 9,50 a R$ 18,90. “A variação é uma questão de custeio”, afirma.

Proprietária de uma padaria no bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte, Luciana Balsamão diz que vem sentindo o aumento no preço da farinha de trigo, mas não repassou a alta para os consumidores. Há mais de um ano, o quilo do pão francês custa R$ 12,50 no estabelecimento. “Está todo mundo apertado, sem dinheiro, a muçarela e os derivados do leite já aumentaram, e a margem do pão é boa, é o que sustenta a padaria. Manter o preço é uma forma de fidelizar o cliente”.

Minas Gerais quer aumentar produção de trigo

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) defende a ampliação da produção nacional de trigo para a redução da dependência externa e da redução do preço.

“Precisamos reduzir a vulnerabilidade e a dependência externa de um produto tão estratégico quanto o trigo, que está na mesa de todos os brasileiros. Isso não ocorre da noite para o dia, mas, com o apoio do Ministério da Agricultura, vai haver uma tendência de ampliação das áreas plantadas nos próximos anos”, afirma o presidente da entidade, Rubens Barbosa.

Em Minas Gerais, o governo está incentivando o aumento do plantio de trigo. Atualmente, o Estado é responsável por 3% da produção nacional, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

“O trigo tem algumas características do sul, e nós aqui, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) junto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), temos trabalhado muito na introdução do trigo no cerrado. Em 2005, produzimos 64 mil toneladas, hoje são 205 mil. É pouco ainda, mas já é um ganho de três vezes em relação a 15 anos atrás”, afirma o subsecretário de Política e Economia Agropecuária do Estado, João Ricardo Albanez.

Segundo ele, a região do Alto Paranaíba é a maior produtora de trigo em Minas Gerais.

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Com dólar em alta, preços de importados avançam em BH

Com o dólar em alta, fechando acima de R$ 5 nos últimos dias, os preços de produtos importados avançaram em Belo Horizonte. Produtos como pão francês, vinho e alguns tipos de pescados, como o salmão, já chegam mais caros às mesas dos consumidores.

De acordo com o comprador da Marítima Pescados e Frutos do Mar, que fica no bairro Bonfim, na região Noroeste da capital, Éder Diniz, o quilo do salmão importado chegou a subir 15% nos últimos meses, de R$ 33 para R$ 38. Agora, o preço começou a cair, mas ainda está acima dos R$ 34.

“Tivemos que repassar o aumento para os clientes, porque, para preparar o filé, temos muita perda. Custava normalmente R$ 57,90 e chegou a R$ 62,90”, conta. Segundo ele, com a pandemia, as vendas para o principal público da empresa, os restaurantes, caíram em torno de 80%.

A Vinhos Casa do Porto, na região Centro-Sul da capital, cuida do processo de importação da maioria dos cerca de 1.000 rótulos oferecidos e conseguiu garantir um bom estoque antes da pandemia. “Mas, provavelmente, vamos precisar fazer outra compra e teremos o impacto do aumento, puxado pela alta do dólar e do euro”, afirma o gerente comercial da casa, Junior Ribeiro.

Segundo ele, alguns vinhos, que são importados de forma indireta e comprados de fornecedores, já ficaram até 20% mais caros, e a alta teve de ser repassada aos consumidores em alguns casos.

A vendedora e sommelier do Wine BH, na região Centro-Sul da capital, Daniele Santos, diz que o aumento do dólar elevou o preço de alguns rótulos importados pela casa em até 20%. Mas, segundo ela, com a pandemia, as vendas da empresa, focadas sobretudo no e-commerce, cresceram, o que permitiu segurar o aumento na maior parte dos casos.

“Com os restaurantes fechados, quem saía para beber fora passou a comprar mais para beber em casa. Em maio, tivemos um recorde de faturamento”, diz Danielle.

O trigo também vem subindo nos últimos meses. De acordo com o presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), Vinicius Dantas, a commodity está em alta desde outubro, quando o pacote de 25 kg custava cerca de R$ 56 a R$ 58. Hoje, a mesma quantidade está na faixa de R$ 72 a R$ 75.

“Toda vez que o dólar sobe, o trigo também sobe. E, quando o dólar cai, a disponibilidade do trigo diminui, e o preço sobe também. O governo precisa incentivar o plantio de trigo de qualidade no Brasil”, avalia.

Dados da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) indicam que o país demanda 7 milhões de toneladas de trigo importado por ano, o que representa 60% do total de consumo.