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Amipão suspende cursos profissionalizantes

O Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) comunica a suspensão dos cursos “Gestor de Mídias Sociais para padaria”, entre os dias 23 e 26 de março, e “Liderança Inspiradora: impulsione sua equipe para vender mais”, no dia 31, que seriam realizados na sede da entidade (Av. do Contorno, 4614, 2º andar, Funcionários). A medida visa ampliar as ações preventivas de combate à disseminação do coronavírus, especialmente em Belo Horizonte. A nova data de realização do evento será divulgada posteriormente.

A entidade ressalta, ainda, que, em conformidade com a decisão do Senai-MG de interromper as atividades até o dia 31 de março, os cursos para a confecção de ovos de Páscoa e bolos no pote, que seriam realizados, respectivamente, nos dias 20 e 26 de março, também estão suspensos até que seja possível agendar novas datas.

Os participantes que desejam mais informações ou o reembolso do valor investido devem entrar em contato pelo telefone (31) 3282-7559.

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Dólar já é comercializado a R$ 5 em Juiz de Fora

Em meio a disputa pelo mercado do petróleo e à epidemia do coronavírus, o valor do dólar disparou, atingindo seu maior patamar nominal (sem considerar a inflação) da história, e já está impactando o bolso do juiz-forano. Levantamento realizado pela Tribuna na manhã desta terça-feira (10) aponta que a moeda está sendo comercializada na cidade por até R$ 5 nas casas de câmbio. Enquanto a reportagem realizava a pesquisa, o dólar estava cotado a R$ 4,67, mas no fechamento do mercado, nesta terça, a moeda ficou cotada em R$ 4,6472. Além de afetar o turismo, a alta do dólar influencia toda uma cadeia de produção, impactando produtos diretos ao consumidor, como combustíveis e derivados do trigo.

A sondagem feita pela Tribuna considerou os valores do dólar comercializado em quatro casas de câmbio do município, acrescido do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nos locais pesquisados, a moeda variava entre R$ 4,77 a R$ 5, custando em média R$ 4,87. A oscilação do dólar impacta direta e imediatamente o setor do turismo, inclusive, no valor de outras moedas estrangeiras. Para quem já planejou uma viagem para o exterior, a orientação é pesquisar as melhores taxas de mercado, de acordo com o agente de turismo Jorge Carneiro. “A pessoa que já está com a viagem marcada, não vai deixar de viajar por causa da moeda. Ela vai ver uma maneira de economizar na viagem. Mas com relação à aquisição (do dólar), é preciso procurar fornecedores e casas de câmbio seguras, para não ter problemas com notas falsas e buscar as melhores taxas, porque aumenta de maneira geral, não tem muito o que ser feito.”

Os valores de pacotes de viagens sofrem alterações imediatas, considerando que são calculados de acordo com o câmbio do dia. Em Juiz de Fora, a procura por viagens internacionais vem sofrendo queda devido à escalada do dólar e também, recentemente, pelo avanço do coronavírus, o que, por outro lado, leva a uma demanda para destinos nacionais. “Há uma preocupação geral com relação a isso”, diz o agente de turismo. “As pessoas acabam vendo alguma opção de pacote nacional para não deixar de viajar.”

Disputa pelo petróleo e coronavírus

A escalada do dólar acontece em um cenário em que há uma disputa pelo controle do mercado do petróleo e pela epidemia do coronavírus. No caso do petróleo, a concorrência ocorre entre Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), onde a Arábia Saudita é o maior produtor, e a Rússia, segundo o cientista político Paulo Roberto Figueira Leal, em entrevista para a rádio CBN. “A Arábia Saudita queria convencer a Rússia a também adotar uma política de preços similar àquela que a Opep está adotando, de controle da produção com vista a manter os preços mais ou menos estáveis.

A Rússia parece que está atuando à revelia de qualquer possibilidade de acordo”, explica. Em retaliação à resistência da Rússia, a Arábia Saudita reduziu o valor do barril de petróleo. “Há aí uma disputa geopolítica entre grandes produtores de petróleo que acabou gerando um efeito cascata bastante significativo nos mercados internacionais.”

Conforme Leal, o petróleo é um produto que impacta diversas outras cadeias de produção, sendo que várias crises mundiais passadas vieram em função do commodity. “Junta isso com a crise do coronavírus, temos aí uma tempestade bastante significativa para ajudar a entender porque as bolsas caíram.” No caso da bolsa brasileira, destaca Leal, ainda tem uma terceira variável, que é a instabilidade política interna.

Combustível e energia elétrica

Entre os produtos afetados pela alta do dólar estão os combustíveis. Isto porque, mesmo com a queda de preço do petróleo ocasionada pela disputa entre a Arábia Saudita e a Rússia, a cotação do produto é em dólar, como explica a professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Fernanda Finotti.

“O valor em dólar está alto, mas o valor da mercadoria está baixo: 20 dólares o barril (de petróleo), sendo que já esteve em 100 dólares. Infelizmente, quando cai, nós não vemos na bomba tão rápido quanto quando aumenta. Existe uma especulação, um conluio dos distribuidores nesse sentido, mas o dólar impacta o combustível e impacta todos os bens que têm os preços cotados internacionalmente”, aponta. “É como uma gangorra: o preço da mercadoria está baixo, mas a cotação dela está alta, porque apesar de sermos produtores, o preço que a Petrobras pratica é internacional.”

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Com o impacto nos preços dos combustíveis, a própria energia elétrica deve ser afetada. “Nós tínhamos uma matriz energética toda baseada em água. A partir de 2000, com aquela seca que gerou o racionamento, houve um investimento nas termelétricas, movidas por combustível. Então, quando o petróleo sobe, ele afeta tudo, inclusive a energia”, explica a especialista.

Impacto na padaria

Produtos importados ou produzidos a partir de insumos importados também sofrem alterações com a alta do dólar, como o pão, que é feito a partir do trigo, e tem cotação realizada no mercado internacional. “Não é um produto importado, é feito na padaria do bairro, mas o insumo é cotado em dólar”, diz Fernanda.

De acordo com o presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação de Minas Gerais, Vinícius Dantas, em entrevista à rádio CBN, o cenário preocupa o segmento, considerando que há questões que já vem sendo trabalhadas a um tempo, como a taxação sobre o trigo feita pela Argentina, responsável pela exportação de 60% do produto panificável para o Brasil.

“Tivemos um problema muito sério climático no Sul do país, onde tivemos uma baixa produção. Com a abertura da venda de trigo da Argentina e com essa taxação para o mundo todo, nós perdemos o nosso principal fornecedor”, aponta. “Estamos muito preocupados com o que vamos fazer para que a sociedade não pague por esse momento. A partir do momento que não for sustentável, infelizmente, as padarias terão que fazer o seu reajuste.”

Câmbio tem dia de ajustes e recua

O mercado de câmbio teve um dia de ajustes e realização de ganhos após a disparada do dólar, que subiu em 13 das últimas 15 sessões. A moeda norte-americana fechou em queda de 1,63%, aos R$ 4,6472. O real acompanhou o comportamento de outras moedas de emergentes, que ganharam valor perante a divisa dos Estados Unidos. No exterior, os investidores se animaram com a perspectiva de adoção de estímulos fiscais pela Casa Branca em conjunto com o Congresso, além da sinalização de Pequim de que o pior do surto de coronavírus no país já passou.

O novo leilão de US$ 2 bilhões de dólares no mercado à vista pelo Banco Central também contribuiu para a queda do dólar. Somente na segunda e nesta terça, o BC colocou US$ 5,5 bilhões em dinheiro novo no mercado de câmbio. Mas a visão é que a calmaria desta terça-feira não deve perdurar, na medida em que persistem as incertezas sobre os efeitos do coronavírus e da guerra nos preços do petróleo. O Bank of America Merrill Lynch cortou novamente a previsão de crescimento da economia mundial este ano, para 2,2%, e alertou nesta terça que os riscos continuam sendo de piora.

O fator essencial para esse movimento continuar vai depender das respostas dos governos, especialmente de Trump e do que decidir o Banco Central Europeu (BCE) esta semana em sua reunião de política monetária. Nesta terça, o dólar subiu forte ante divisas fortes, mas caiu perante emergentes, um indício de que investidores estão buscando ativos de maior risco.

Aqui, o Ibovespa subiu 7,1%, na maior alta em mais de uma década. No ano, o Ibovespa cede 20,26%, no mês, 11,48%, e na semana, 5,90%. Aos 92.214,47 pontos no fechamento desta terça, o Ibovespa retomou nível observado em maio do ano passado – em 20 de maio de 2019, o índice fechou aos 91.946,19 e, no dia seguinte, aos 94.484,63 pontos.

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Empresários da panificação discutem estratégias de Marketing Digital

A era do folheto de ofertas já se foi -há muito tempo. Atualmente, as relações entre consumidores e empresas, independentemente do segmento, se dão prioritariamente no ambiente digital. Seja uma grande marca ou um pequeno comércio local, não há como escapar: para prosperar é necessário investir em estratégias de marketing digital.

Tendo em vista esta realidade, a Amipão, entidade composta pelo Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação, promoveu no último dia 29 de maio, o 2º Encontro de Panificadores, evento que oferece a troca de experiências entre lideranças, gestores e profissionais da panificação, sob o tema “Aumente suas vendas com o marketing digital”.

O evento contou com a participação de diversos empresário do setor, fornecedores e do Secretário de Desenvolvimento do Município de Betim, Alexandre Bambini. “Não existe um empresário que vai sobreviver se não estiver antenado nas inovações “destacou.

O master coach Tarcísio Filho ministrou a palestra principal, que abordou conceitos sobre a tendência de utilização de aplicativos e redes sociais para o crescimento do negócio e deu dicas para implementar estratégias comerciais on-line especificamente no segmento de panificação. Facebook e Instagram (estratégias e uso das ferramentas), Google (utilização e propagandas), WhatsApp (WhatsApp Business e vendas com o aplicativo) e outras ferramentas, como aplicativos de fotos, vídeos, edição e criação de artes, são alguns dos conteúdos que foram abordados durante a apresentação.

“Da mesma forma que, há 70 anos, a sociedade migrou do campo para a indústria, hoje a indústria está indo para a área digital. São mudanças que causam dores, especialmente para o segmento da panificação, bastante tradicional. Porém, não há como fugir deste caminho”, reforça o especialista Tarcísio Filho.

Vinicius Dantas, presidente da Associação Mineira das indústrias de Panificação (Amip), entidade que compõe a Amipão, destacou a importância do encontro. “Estamos aprendendo muito com o comportamento do cliente. Notamos que em 2019 as padarias em geral ainda não tiveram um incremento significativo nas vendas, então é possível deduzir que algum fator, além da economia, tem mudado os hábitos das pessoas em processo de compra. O investimento em marketing digital é uma das ferramentas estratégicas para preencher essa lacuna, fomentando os negócios na panificação.”

O local escolhido para esta edição do encontro de Panificadores prestigiou os empresários da região de Betim. “A Amipão tem mostrado presença junto aos empresários, se deslocando até onde as padarias estão, principalmente nas cidades do interior, onde os empresários tem mais dificuldade de acessar diretamente a entidade, por questões geográficas. Buscamos entender os problemas locais, e contribuir para a construção de uma nova performance do segmento em cada região”, finaliza Dantas.

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Empreendedorismo feminino será o tema do 1º Encontro de Panificadores de 2019

Realizado pela Amipão, evento será uma comemoração ao Dia Internacional da Mulher, exclusivo e gratuito para mulheres do setor da panificação

No dia 28 de março, a Amipão, entidade composta pelo Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação, realizará em sua sede (Avenida do Contorno, 4614 – 3º andar) a primeira edição do ano do tradicional “Encontro de Panificadores”. O evento visa fortalecer o segmento por meio da troca de informações e experiências entre lideranças, gestores e profissionais da panificação.

Dessa vez, o evento será exclusivo para mulheres empresárias e gestoras de padarias de Belo Horizonte e Região Metropolitana, em comemoração ao Dia Internacional da mulher, celebrado no último dia 8.

As participantes assistirão à palestra “Empreendedorismo Feminino na Indústria da Panificação”, com consultora Tânia Leite, que falará sobre o cenário para os negócios no Brasil e abordará as características da personalidade da mulher empreendedora e a importância da inteligência emocional na condução dos negócios. Também haverá apresentação de cases de sucesso e uma confraternização para as participantes.

As vagas são limitadas e as interessadas em participar devem confirmar presença pelo telefone da Central de Relacionamento da Amipão, (31) 3282-7559 ou pelo e-mail [email protected]

Serviço: 1º Encontro de Panificadores 2019 – Empreendedorismo Feminino na Indústria da Panificação, com Tânia Leite

Data: 28 de março

Horário: 15h

Local: Amipão (Av. do Contorno, 4614 – 3º andar – Funcionários)

Informações: (31) 3282-7559 – [email protected]

Vagas limitadas – Necessário confirmação de presença.
Palavras Chave Encontradas: Amipão, padaria, panificação