PANIFICADORES BUSCAM ALTERNATIVAS


Custos disparam com alta do dólar e escassez de insumos e são repassados aos consumidores

Sandra Carvalho
A escalada do dólar e a escassez de alguns insumos têm forçado panificadores mineiros a repassar a alta dos custos aos consumidores. Com isso, em algumas regiões do Estado, o pãozinho de sal de cada dia tem ficado mais caro. Na tentativa de atrair novamente os consumidores para os estabelecimentos , num cenário de pandemia, empresários têm implantado novas práticas de comercialização.

“Nunca vivemos um cenário assim. A saca de 25kg do trigo ultrapassou os R$100. E o problema no preço do trigo não é só o dólar, por se tratar de um insumo importado. É também escassez do produto devido aos impactos da pandemia em países produtores”, relatou o presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), Vinícius Dantas. 

O óleo de soja também tem pesado nos custos dos panificadores. A elevação dos preços do insumo, segundo Dantas, se deve à alta da soja no mercado interno, provocada pelo aumento das exportações. Outro problema tem sido as embalagens. “Estão cada vez mais em falta e, com isso, cada vez mais caras. Todos os setores estão demandando por  mais embalagens para manter a prevenção à Covid-19”.

O representante dos panificadores lembrou ainda a alta no frete, motivada pelos sucessivos reajustes dos combustíveis. “Isso sem contar os investimentos que temos que fazer em adaptações no ambiente para proteger nossos clientes e funcionários da Covid”. Dantas acrescentou que a proibição do serviço de alimentação dentro dos estabelecimentos também tem gerado perdas. 

Adaptações – Diante desse cenário, a saída tem sido a diversificação do mix e mudanças na comercialização. Uma delas é a adoção de aplicativos de delivery. “Esses aplicativos, como o iFood, por exemplo, fazem diferença. Mas o custo é alto. Através deles, não conseguimos repassar uma promoção que seria viável no estabelecimento. Mas não deixam de ser uma importante ferramenta neste momento de pandemia, em que as pessoas ficam mais em casa”, ressaltou. 

Um mix cada vez mais ampliado também tem sido uma alternativa. “A pessoa sai de casa para ir à padaria comprar pão e aproveita para comprar no estabelecimento outras coisas que esteja precisando em casa, como um produto de limpeza, ou um alimento industrializado, evitando que ela tenha que se deslocar a mais de um estabelecimento”, afirmou.  Nesse sentido, a Amipão firmou nesta semana uma parceria com a produtora de chocolates Cacau Show, para a venda de ovos de chocolate. A franquia irá disponibilizar os produtos em padarias selecionadas de todo o Estado nos dias que antecedem a páscoa. “A pessoa não precisará comprar ovos pela internet. Ela poderá fazer a compra direto na padaria”, explicou.
Por se tratar de atividade essencial, o setor tem conseguido manter os empregos de seus colaboradores. Estima-se 70 mil postos de trabalho somente nos estabelecimentos afiliados à Amipão em Minas. Há cerca de 7.000 vagas em aberto no setor que não conseguimos preencher por falta de mão de obra qualificada. Temos parcerias com o Senai, com ONGs, com o Sine e somos um setor que valoriza as chances do primeiro emprego. Mesmo assim, está faltando pessoal. Penso que isso se deve à pandemia, ao fato de as pessoas estarem mais quietas em casa”, finalizou o presidente da Amipão.

Leia Diário do Comércio – MG   

Foto: Alisson J.Silva

Veículo: Diário do Comércio - MG Seção: Economia Canal: SESI/SENAI Página: 31 de 110

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